fevereiro 23, 2004

Gabriela Correia

Homenagem a Zeca Afonso

Um frémito paira na sala
o coração estremece
e antes que a voz comece
solta,
límpida,
clara,
a multidão desfalece.

Olhão, Abril de 92

Desfalece de emoção,
exaltação,
recordação.

O corpo ondula a compasso
vozes brotam a espaço.
Tímidas,
trémulas,
inseguras,
a coberto do escuro.

E, logo, num sobressalto,
esvaem-se num sussurro.
Mudas,
p’ra não espantar a magia.

Magia de caras várias,
mundo frágil,
incoerente,
estranho
de muita gente.

Ó Poeta coerente
bem hajas por Tu
seres Tu!
Deste outro sentido ao mundo.
Fizeste a realidade sonho!

Publicado por TRIPÉ em 01:00 AM | Comentários (0)

fevereiro 20, 2004

two-nil

O nosso Presidente do Conselho Executivo, Fernando Gomes, acertou no prognóstico: empatámos. Os ingleses não percebiam muito disto - afinal foram os Portugueses que marcaram os dois golos do match!

Publicado por TRIPÉ em 06:02 PM | Comentários (0)

fevereiro 18, 2004

antes do Portugal-Inglaterra

Uma verdadeira embaixada de britânicos veio à nossa escola num gesto duplamente feliz. Apresentaram-se como English Football Lovers e vinham fardados a preceito para o jogo de logo à noite. Distribuiram pins, canetas e porta-chaves da sua equipa.
Houve quem fizesse humor e prognósticos
para o resultado do jogo - THREE-NIL - vitória dos ingleses. Os portugueses pediram a DRAW.
O professor do British Council do Porto apresentou o programa BriLit e ofereceu à escola o livro Fever Pitch e os materiais (únicos) para acompanhar a leitura. Um dos English Football Lovers leu um pedacinho do livro para nos deixar água na boca...
Afinal o futebol não faz mal! E os adeptos ingleses são bué da fixe!

Publicado por TRIPÉ em 04:20 PM | Comentários (1)

fevereiro 12, 2004

João de Deus (3)

Cartilha Maternal "João de Deus publicou em 1876 a Cartilha Maternal ou Arte de Leitura, obra prima do seu génio pedagógico, tendo-se, a partir desta data, consagrado, com grande paixão, ao ensino da leitura pelo método por ele próprio criado.

(Utilize o link para ler on-line a Cartilha Maternal, procure a página 39)

Esta obra constituiu, naquela época, uma surpreendente novidade. Os professores e doutores de então ficaram estupefactos, mas com uma diferença: os que já estavam voltados para o progresso e queriam acabar com o analfabetismo, que atingia 82% da população portuguesa desse tempo, aplaudiram-no com entusiasmo; aqueles que permaneciam agarrados aos métodos antiquados atacaram-no violentamente.Depois de muita polémica, João de Deus saiu vencedor. O seu método veio a ser aprovado pelo Governo e a sua Cartilha Maternal espalhou-se rapidamente do Minho ao Algarve, dos Açores à Madeira, da África à Índia e foi muito utilizada no Brasil, servindo para milhares de crianças e adultos aprenderem a ler e a gostar de ler.
(excertos do prefácio de Fernando Vale a "Versos de João de Deus", editora Portugalmundo, Abril 1996)

Segundo ele, quem lê instrui-se e torna-se útil a si e aos outros. Acreditava que, tal como o leite era o alimento do corpo da criança, o livro infantil deveria ser o alimento do seu espírito. Nesta perspectiva e para que as crianças que iam aprendendo a ler viessem a adquirir, pouco a pouco, o gosto e o hábito da leitura, escreveu para elas lindas histórias em verso.
Na realidade a escola não deve apenas ensinar a ler, mas também formar leitores...."

(Recomenda-se a leitura integral do livro de Fernando Vale, "Versos de João de Deus")

Publicado por TRIPÉ em 11:13 AM | Comentários (0)

fevereiro 05, 2004

Liceus de Portugal

Histórias, Arquivos, Memórias
Coordenação de António Nóvoa e Ana Teresa Santa-Clara
Edições ASA

Aconselhamos vivamente a leitura das memórias da nossa escola:

Liceu João de Deus, em Faro
por Maria Elisa Barreiras

Publicado por TRIPÉ em 12:11 PM | Comentários (3)

fevereiro 04, 2004

João de Deus (2)

A Vidaa vida é nuvem que voa

A vida é o dia de hoje,
a vida é ai que mal soa,
a vida é sombra que foge,
a vida é nuvem que voa;
a vida é sonho tão leve
que se desfaz como a neve
e como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
mais leve que o pensamento,
a vida leva-a o vento,
a vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
a vida é sopro suave,
a vida é estrela cadente,
voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
onda que o vento nos mares
uma após outra lançou,
a vida é pena caída
da asa de ave ferida -
de vale em vale impelida,
a vida o vento a levou!

pequeno excerto de A VIDA, in Campo de Flores


Veja João de Deus em Projecto Vercial

Publicado por TRIPÉ em 11:28 PM | Comentários (0)